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Fórmula 1 2026. O primeiro desafio foi em Barcelona.

Por: Castilho de Andrade
02/fevereiro/2026
3 min de leitura

Cautela. Esse é o substantivo feminino que melhor define os cinco dias de testes da nova Fórmula 1 no circuito catalão de Montmeló. Das 11 equipes inscritas para a temporada só a Williams, alegando atraso no desenvolvimento do projeto FW48, não participou. As escuderias – com direito a três dias de testes cada uma – evitaram chegar no limite dos carros e, de modo geral, saíram otimistas. Após o shakedown de Barcelona, dois períodos de testes estão marcados para este mês de fevereiro no circuito do Bahrein, de 11 a 13 e 18 a 20. O campeonato começa no dia 8 de março com o GP da Austrália.

Os carros levaram para a pista o novo perfil – ainda que disfarçados sem muita sutileza – os novos pneus Pirelli e os motores que agora dependem 50% da eletricidade. Não se poderia esperar mais dos pilotos nessa volta das férias. O mais rápido, depois de cinco dias, foi Lewis Hamilton, Ferrari, que cravou 1min16s348 no 5º dia, superando a marca de George Russell, Mercedes, alcançada na véspera, com 1min16s445. Campeão mundial em 2025, Lando Norris, McLaren, foi o 3º com 1min16s594.

Para efeito de comparação, no GP da Espanha em 2024, Lando Norris, McLaren, fez a pole com 1min11s383. E, no ano passado, Oscar Piastri, McLaren, fez a melhor volta da corrida com 1min15s743. As duas marcas são as melhores já registradas no traçado.

Há, entretanto, algumas indicações que devem ser vistas com atenção. A Red Bull, com o novo e pouco conhecido motor Ford (desenvolvido pela própria escuderia), ficou com o 7º melhor tempo com Max Verstappen (1min17s586) e o 9º com Isack Hadjar (1min18s159). Já a Aston Martin, equipada com Honda, foi a equipe que menos aproveitou os testes (utilizou dois dos três dias disponíveis) e Fernando Alonso não foi além do 17º lugar com o tempo de 1min20s795, ficando na frente apenas do de seu companheiro de equipe, Lance Stroll, e dos dois carros da equipe Cadillac, com motores Ferrari. A Alpine, entretanto, que trocou as unidades de potência Renault por Mercedes, demonstrou evolução. Pierre Gasly foi o 8º (1min17s707).

Outra escuderia com novo motor, a Audi (com motores próprios), enfrentou problemas mecânicos ao longo dos dias e classificou-se em 15º com Nico Hulkenberg (1min19s870) e 16º com Gabriel Bortoleto (1min20s179).

McLaren, Mercedes e Ferrari, que mantiveram seus respectivos motores, foram as equipes que melhor se saíram em Barcelona. A Mercedes foi a escuderia que mais andou nos testes – 502 voltas contra 432 da Ferrari. O piloto que mais rodou foi George Russell, Mercedes (265 voltas). Na Audi, Nico Hulkenberg deu 142 voltas contra 93 de Gabriel Bortoleto. A equipe só deu mais voltas do que a Cadillac e a Aston Martin.

A Fórmula 1 ainda está entendendo as profundas mudanças para a temporada. Até o GP de São Paulo, dias 6, 7 e 8 de novembro em Interlagos, grandes surpresas não podem ser descartadas.

Autor Castilho de Andrade

O autor Castilho de Andrade

Jornalista especializado em automobilismo e diretor de imprensa do Fórmula 1 Grande Prêmio de São Paulo.