A Fórmula 1 corre na China. Com mudanças à vista.
Segunda etapa do Mundial de Fórmula 1 2026, o GP da China, no próximo final de semana, poderá estabelecer a necessidade de mudanças nas unidades de potências dos carros já a partir do GP seguinte, no Japão (29/3). A corrida, na madrugada de sábado para domingo, começa às 4h00 com transmissão pela Sportv 3, Globoplay e BandNews FM. A largada da primeira sprint da temporada será à meia-noite de sexta para sábado. E o treino de classificação às 4h00.
Com base na primeira corrida do ano, na Austrália, e agora na China, os dirigentes deverão discutir com as equipes possíveis mudanças na relação entre o motor à combustão e o elétrico, o MGU-K. Este ano, cada um é responsável por 50% de potência. Uma opção seria reduzir a parte elétrica para 40% e aumentar a combustão para 60%. Os pilotos sentiram dificuldade em administrar a carga das baterias durante a corrida em Melbourne.
O GP da Austrália teve um início bem empolgante com George Russell e Charles Leclerc revezando-se na liderança até que a superioridade do motor Mercedes se fez sentir e Russell assumiu a ponta para vencer a prova. No meio do grid, a troca de posições também chamou a atenção.
Se o currículo das equipes servir de referência, a Mercedes seguirá como favorita no circuito de Xangai. Os motores Mercedes foram vencedores em 10 das 18 corridas disputadas até o ano passado. O contraponto poderia ser Lewis Hamilton, com a Ferrari em ascensão, que é recordista de vitórias na China: 6.
O circuito de Xangai é mais rápido do que o de Melbourne e, por isso, o desempenho dos carros terá um peso maior na discussão sobre os motores. No ano passado, por exemplo, Lando Norris, vencedor na Austrália, fez a média de 176,786 km/h enquanto Oscar Piastri, que foi o 1º em Xangai, atingiu 201,236 km/h.
Depois da Austrália, a dúvida é se a Aston Martin, em apenas uma semana, poderá ter uma presença mais decente. O problema da vibração, parece, só será solucionado a partir do GP do Japão. A Audi, que surpreendeu com o 9º lugar de Gabriel Bortoleto, está confiante que poderá render bem em Xangai, apostando na confiabilidade do motor Audi que está estreando na atual temporada.
O autor Castilho de Andrade
Jornalista especializado em automobilismo e diretor de imprensa do Fórmula 1 Grande Prêmio de São Paulo.