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Verstappen corre em casa. Mais pressão?

Por: Castilho de Andrade
19/agosto/2026
3 min de leitura

 

O Grande Prêmio dos Países Baixos é bom para Max Verstappen? Por um lado, o piloto holandês corre com o apoio da torcida, a ‘onda laranja’. Mas, por outro lado, a pressão é grande e até a família real marca presença. A volta das férias pode ser o momento decisivo para Max tentar virar o jogo. E, também, para definir o seu futuro na Fórmula 1. Esta será a última vez que a F1 estará em Zandvoort. A corrida será disputada neste domingo a partir das 10h (de Brasília), com transmissão exclusiva da TV Globo, SporTV 3, Globoplay e BandNews FM. No sábado, a sprint começa às 7h. E o treino de classificação às 11h.

A novidade da Red Bull em Zandvoort será a presença do neozelandês Liam Lawson no lugar de Isack Hadjar que sofreu uma contusão no pulso direito durante treino em uma academia. O japonês Yuki Tsunoda, por sua vez, correrá pela Racing Bulls, substituindo Lawson. A previsão inicial da equipe é que Hadjar já possa correr na semana seguinte, em Monza.

Começamos por Zandvoort. O tradicional circuito dos Países Baixos que recebeu a F1 pela primeira vez em 1952 e, de forma irregular, chegou até 2026, não contará mais com a prova a partir do ano que vem. O contrato não foi renovado. Há uma possibilidade de que a prova retorne ao país no futuro em outra pista, Assen, que também recebe a MotoGP. Mas, por enquanto, não há nenhuma confirmação.

Interrompida a partir de 1985, a prova voltou a ser disputada em 2021 impulsionada pela ‘Verstappenmania’. E o piloto respondeu vencendo três corridas seguidas em 2021, 2022 e 2023. A McLaren triunfou nas duas últimas com Lando Norris em 2024 e Oscar Piastri no ano passado.

Este ano, entretanto, as chances de Verstappen são limitadas. Ele ainda não venceu nenhuma corrida e subiu ao pódio 4 vezes. Na classificação do campeonato está em uma posição incômoda, em 6º lugar, a 110 pontos do líder Kimi Antonelli. Ele terá que contar com seu oportunismo para chegar a um bom resultado no GP. Com a sprint, 33 pontos estarão em jogo.

Já a Ferrari virá com assoalho novo na prova. E terá na corrida seguinte, em Monza, uma nova atualização de sua unidade de potência. Se há alguma equipe capaz de bater Kimi Antonelli é a Ferrari, principalmente com Lewis Hamilton.

Gabriel Bortoleto, que passou alguns dias no Brasil participando de ações de patrocinadores, aproveitou o tempo para se exercitar nos simuladores com foco em Zandvoort. Ele acredita que a Audi poderá mostrar evolução nessa pista de média velocidade. O GP dos Países Baixos é duro com os pilotos brasileiros. A única vitória até hoje foi de Nelson Piquet, em 1980.

Autor Castilho de Andrade

O autor Castilho de Andrade

Jornalista especializado em automobilismo e diretor de imprensa do Fórmula 1 Grande Prêmio de São Paulo.