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Há 50 anos, a despedida do maior circuito da Fórmula 1.

Por: Castilho de Andrade
31/julho/2026
3 min de leitura

Nürburgring, com seus 22,8 km, saiu do calendário da Fórmula 1 após o GP da Alemanha, em 1º de agosto de 1976, de maneira sombria. Um acidente grave com a Ferrari de Niki Lauda, interrompeu a prova e deixou o piloto com marcas para o resto da vida. Resiliente, Lauda retornou 40 dias depois, em Monza.

O acidente eliminou o circuito para a F1. Lauda, antes dos treinos, já fazia severas advertências sobre a questão de segurança, argumentando que o longo percurso impedia que os organizadores provessem as condições ideais para a corrida. De fato, com a quebra a da suspensão, a Ferrari bateu no muro de proteção a 200 km/h e voltou para a pista destroçada. O impacto fez com que o capacete se soltasse e rompeu o tanque de gasolina provocando o incêndio. Lauda ficou mais de um minuto inalando fumaça tóxica. Não fosse a rápida intervenção dos pilotos Arturo Merzario e Harald Ertl, ele não teria sobrevivido. Os médicos chegaram um pouco depois. A corrida foi reiniciada cerca de duas horas depois e terminou com a vitória de James Hunt, pilotando uma McLaren, seguido por Jody Scheckter com Tyrrell e Jochen Mass com McLaren. José Carlos Pace, com Brabham foi o 4º.

Nürburgring foi sede do GP da Alemanha de F1 a partir de 1951 até 1976 quando foi fechado e passou por uma grande reforma, reduzindo o traçado para 4,5 km. Hoje, utilizado em prova de longa duração, ele mede 5,1 km.

Entre 1951 e 1976, as corridas eram longas e desgastantes. Em 1954, por exemplo, na vitória de Juan Manuel Fangio, com Mercedes, o percurso teve 501,8 km e a prova só terminou depois de 3h45min, cifras impensáveis para a F1 moderna. Outra desvantagem era para o público já que as corridas a partir de 1968 tinham apenas 14 voltas. Fangio e Jackie Stewart, com 3 conquistas cada um, foram os maiores vencedores das provas disputadas nesse período.

Nürburgring só voltou a receber a F1 em 1984, quando Alain Prost venceu o GP da Europa, já com traçado de 4,5 km. Nessa fase ‘moderna’, Michael Schumacher qualificou-se como o maior vencedor, com 6 primeiros lugares. Rubinho Barrichello venceu em 2002.

Maior que Nürburgring, só o circuito de estrada de Pescara, na Itália, com 25,5 km de extensão, desativado desde 1961 por questões de segurança. A pista, entretanto, só recebeu uma única corrida de F1, em 1957, com a vitória de Stirling Moss, com Vanwall.

Autor Castilho de Andrade

O autor Castilho de Andrade

Jornalista especializado em automobilismo e diretor de imprensa do Fórmula 1 Grande Prêmio de São Paulo.